Home Destaque LIMA CAMPOS> Cadeia produtiva do camarão extensivo em açudes gera emprego para pescadores e fabricantes de armadilhas de captura

LIMA CAMPOS> Cadeia produtiva do camarão extensivo em açudes gera emprego para pescadores e fabricantes de armadilhas de captura

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A cadeia produtiva do camarão gera emprego e renda também para quem confecciona as armadilhas, chamadas de ‘covos’, ou ‘matapis’, como é mais popularmente conhecida, no entorno dos açude Lima Campos e Orós, na região Centro-Sul do Ceará.

O equipamento feito com talas de carnaúba é produzido em larga escala no distrito de Lima Campos, no município de Icó, e se tornou importante fonte de geração de emprego para moradores e pescadores da comunidade que trabalham nas “Casas de Covos”, como são chamados os espaços de confecção manual das armadilhas.

Um desses locais funciona na rua Bernardo Pinto e pertence ao pescador Francisco Barros, mais conhecido como Chico Barros. A garagem ao lado da casa dele foi transformada em atelier. Todo o trabalho é manual, a começar pela retirada da matéria-prima, que são as talas das folhas da carnaúba e um cipó, retirado da vegetação nativa.

O trabalho começa com o corte das talas, de onde são retirados pedaços com cerca de 40 centímetros, que são amarrados com com arame – um a um – até forma uma esteira. Em seguida, são feitos os cinco arcos. Por último-se coloca-se as ‘sangras’ – uma espécie de funil, que facilita a entrada do camarão, mas impede a sua saída. Há também uma pequena ‘janela’ para colocação das iscas.

O jovem Francisco Alexandre, de 23 anos de idade, desde os 15 começou a trabalhar na confecção das armadilhas. Habilidoso e ágil, vai tecendo com as mãos deixando as talas apoiadas com os pés. “Aprendi a trabalhar olhando, por necessidade”.

O  trabalho é cansativo, mas necessário para obtenção de renda para o sustento da família. Cada operário ganha em média R$ 200,00 por semana. O valor depende da produção. “Agora as vendas estão mais fracas”, lamentou Alexandre.

A confecção das pelas requer cuidado e muita paciência, porque são muitas cortes e amarrações para que os covos fiquem bem feitos e tenham também muita resistente para ficar embaixo d’água, por muito tempo.

A armadilha é comercializada em média por R$ 6,00. O conjunto é vendido com 19 equipamentos. Para começar a atividade de captura, são necessárias pelo menos 300 covos. As vendas são melhores no período de chuva.

Existem três tipos de covos: um mais fechado que é para captura do camarão sossego, o menorzinho; um médio e outro para espécies maiores.

Apesar das chuvas irregulares na região, a baixa recarga hídrica dos açudes, principalmente o Orós, Castanhão, Trussu e o próprio Lima Campos, a comercialização de peixe e de camarão continua movimentado a economia local. “No mercado dos peixes, às margens do açude Orós, toda segunda feira tem camarão saindo de lá para outros estados. São mais de 30 toneladas de camarão que são vendidas. É atividade que vem gerando emprego e renda para os pescadores e para os que fabricam as armadilhas.

Em Lima Campos, há pelos menos quatro grandes Casas de Covos, que geram mais de 60 empregos diretos, além de outra dezenas de empregos indiretos. “A geração de emprego começa com o pessoal que retira as talas da carnaúba, que vem da região de Lavras da Mangabeira, os outros que tiram o cipo, que vem de Cedro, tem o comprador de outras cidades e estados que leva daqui pra fora e assim vai. Hoje é nossa principal fonte de renda”, disse Chico Barros.

 

 

Diário Centro Sul

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