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Várzea Alegre> Artesã deficiente é atendida no chão no Banco do Brasil por falta de acessibilidade

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Uma foto registrada na manhã desta quinta-feira, 6, na agência do Banco do Brasil de Várzea Alegre, demonstra a necessidade de que locais públicos e privados precisam efetivar a legislação que assegura acessibilidade aos deficientes físicos. A artesã e líder comunitária, Ceilda Oliveira, deficiente física, foi atendida, sentada, no chão da unidade, pelo funcionário Danúbio Lima, que demonstrou sensibilidade e também ficou sentado ao lado da cliente sobre um suporte de madeira de uma bancada.

 “Infelizmente não há para nós deficientes a atenção necessária e devida, pois a lei não tem efetividade”, disse Ceilda Oliveira. “A gente reivindica melhores condições de atendimento – falta cadeira apropriada, caixa eletrônico adequado, e isso ocorre também nos hotéis, na falta de vaga de estacionamento nas ruas das cidades, nos ônibus, lanchonetes e lojas”, desabafou. “Para usar um sanitário, tomar um banho tem de ter a ajuda de uma pessoa”.

Ceilda Oliveira afirmou: “Parece que para os governantes, os deficientes não são pessoa humana”.

A artesã e líder comunitária, entretanto, fez questão de destacar o lado humano do funcionário Danúbio Oliveira. “Ele demonstrou sensibilidade, humildade, sentou ao meu lado para ficar na minha altura, ouviu e esclareceu minhas dúvidas, prestou informações, foi muito gentil”. 

Ceilda Oliveira ainda encaminhou uma mensagem referente ao funcionário do BB: “Cuidando do que é mais valioso, as pessoas.
Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele. Ah, se todos fossem como Danúbio… o mundo seria um lugar melhor”.

A irmã de Ceilda, também deficiente, Maria Miguel de Oliveira,conhecida por Rosinha, também lamentou a falta de acessibilidade nas empresas, repartições públicas, hotéis, ônibus. “Por onde a gente anda é sempre com dificuldades, às vezes tem uma rampinha, e só isso”, disse. “Falta a aplicação de verdadeira política pública em favor do deficiente”.

Rosinha contou que já houve necessidade de ingressar com ação judicial para retirar multas aplicadas pelo Demutran. “O nosso carro é adaptado, temos adesivo, mas faltam vagas reservadas para a pessoa com deficiência e os melhores lugares são ocupados por outros veículos”, disse.

Empreendedorismo 

As irmãs Ceilda e Maria Miguel Oliveira, moradoras da comunidade de Mocotó, na zona rural de Várzea Alegre, são exemplos de empreendedorismo no artesanato. Elas têm fábrica de redes de dormir e lideram uma associação de artesãs, que produzem as peças que são vendidas para outros estados e países. Já receberam várias homenagens no Brasil e em Nova York.

Diário Centro Sul

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